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Rubens Andrade

Rubens Bezerra de Andrade

Nascido em Santa Quitéria, Ceará, em 12 de março de 1921, Rubens Bezerra de Andrade é filho do Coronel Antônio Ernesto de Andrade e da Professora Maria de Lourdes Bezerra de Andrade.

Quando nasceu, seu pai era prefeito de Santa Quitéria, tendo o mesmo sido eleito por três vezes consecutivas, exercendo dois mandatos e tendo o terceiro mandato rasgado em praça pública por adversários políticos, não chegando, por isso, a exercê-lo.

Viveu na companhia de seus pais até 1928, quando, inexperadamente, perdeu a sua mãe, vítima de septicemia aguda. Foi então que Rubens passou a residir, em companhia de seus irmãos, na casa de sua avó paterna, Dona Cândida Lôbo de Andrade. Naquela casa, a professora Maria Júlia de Andrade, sua tia, assumiu a maternidade de toda a família de seu irmão viúvo, transformando-se, repentinamente, em verdadeira mãe. Ao lado de Maria Júlia, sua irmã Nadir e seu irmão, Dr. Dejaniro, de tudo fizeram no sentido de acomodar a nova família, composta dos sobrinhos José Luís, Ernesto Carlos, Wagner, Núbia, Abner, Eneida e Elita, a caçula.

Enquanto isso, seu pai contraia segundas núpcias com sua também parenta |Luiza Rodrigues de Andrade, com quem teve cinco filhos: Vilani, Arinda, Agenor, Vanda e Valder, passando a residir em outra casa com a nova família. Rubens continuou, com seus irmãos do primeiro casamento, a residir com Maria Júlia, que os criou até a vida adulta, na residência da Rua João Pinto de Mesquita, 517.

Garoto sadio, inteligente, teve uma infância muito saudável e sumamente cristã. Gostava de ir à igreja, de rezar e, principalmente, de cantar. A natação e o violão eram seus maiores passatempos. Durante muito tempo Rubens foi considerado "o maior" na natação da cidade, tirando punhados de terra dos porões dos açudes locais, inclusive do Açude Zé Lôbo, em sua propriedade Poltrinha.

Frequentou o Seminário Diocesano de Sobral. Por causa de uma retinopatia familiar, teve que deixar seus estudos religiosos, regressando à Santa Quitéria, onde iniciou uma série de viagens, em busca de tratamento.

Já vivendo novamente em Santa Quitéria, proprietário de terras que é, dedicou-se à agricultura e pecuária. Como lazer, passou a dedicar-se mais ao violão, seu companheiro de muitos anos, que o acompanhou até a velhice. Gostava de dedilhar marchinhas e canções, tendo preferência por Dilermando Reis e pela Marcha dos Marinheiros, que sempre tocava para os amigos e admiradores da boa música solada. Dentre estes amigos, estava o menino seu sobrinho Heraldo Medeiros, companheiro inseparável nas excursões ao açude do Zé Lôbo, nas irrigações das "capineiras" (com motor à diesel e bicos aspersores), novidade que trouxe de Fortaleza juntamente com sua irmã Núbia Andrade, também companheira inseparável em todos os seus empreendimentos.

De inteligência muito aguçada, fez grande número de amigos e amigas, demonstrando sempre grande caráter e nitidamente sua preferência por ações sólidas e corretas. Não teve, no entanto, êxito nas conquistas sentimentais, área em que não foi inteiramente correspondido, até mesmo por fatores que escaparam ao seu controle. Mesmo assim, continua a ser o cidadão, o amigo e o grande protetor dos menos favorecidos.

Vive até hoje em boa forma física e lúcido, residindo em companhia de sua irmã Núbia e da zelosa amiga Maria Inês Gomes, que cuida de forma desvelada dos dois irmãos, sendo ela própria, Inês, antiga moradora da casa.

É portador de retinopatia que impossibilitou de forma definitiva a sua visão.

Cristão, desfruta do respeito que a cidade de Santa Quitéria lhe dedica. É amigo e colaborador do Instituto Pró Memória, no link "Obras Literárias", onde disponibiliza algumas de suas obras.


Obras Publicadas

- A Flor do Bugari.
- A Flor do Aguapé.

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