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Paraipaba

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Cidades do Ceará - Paraipaba

Suas origens remontam ao início da segunda metade do século 17, quando Matias Beck instalou nessa região um centro de letras batavas e de ensino religioso, no ano de 1650.

Desarticulado o domínio espanhol e advindo o sistema luso, desprezou-se esse indício de civilização, permanecendo apenas o registro histórico. Nesse local, estendeu-se um povoamento informal, ocupando vastas porções de terras planas, favoráveis à agricultura, nas margens do Rio Curu. Essa ocupação lenta e sem o respaldo governamental, levou séculos, até tomar características de desenvolvimento urbano. Esse mesmo povoado, agora em 4 de setembro de 1933, foi elevado à categoria de vila, através do decreto-lei nº 1.156, tendo o nome inicial de "Passagem do Tigre".

Paraipaba significa "águas correntes", na linguagem indígena.

Com a denominação de Paraipaba, a vila, localizada às margens leste do rio Curu, teve suas casas totalmente inundadas e destruídas, no ano de 1964, devido a uma grande cheia. O fato obrigou todos os moradores a se mudarem para as partes mais altas, surgindo assim uma nova vila, onde hoje a conhecemos. Pertencia, à época, ao município de Paracuru.

Segundo depoimento de moradores, dentre eles a professora Maria Ribeiro Barroso, (Dona Cléa, 14.08.1931 a 24.10.2002) e seu esposo, Nahum Barroso Ramos (03.04.1929 a 30.08.1995), a única casa que resistiu às águas foi a do empresário e industrial Osterne Ribeiro da Cunha, casado com Dona Ilka Moreira Ribeiro, tendo sido esta casa o apoio para as muitas saídas, de canoa, que levavam os desabrigados para as terras mais altas, justamente sendo a entrada destas pela lateral do Casarão de Dona Dorinha, na praça onde hoje ergue-se a Igreja do Monte Alverne, na Paraipaba atual. A própria professora Dona Cléa, que era filha do referido Sr. Osterne, foi uma das refugiadas que retirou sua família, composta do marido e dos filhos José Naclé Barroso, Francisco Irapuan Barroso, Estrelina Barroso Ramos, Ilka Ribeiro Barroso e Jeoran Roberto Barroso, em uma destas canoas.

O município de Paraipaba foi criado, primeiramente, pela Lei nº 6.351, de 1º de julho de 1963, sendo logo suprimido, antes de sua instalação, pela Lei nº 8.339, de 14 de dezembro de 1965. Continuou, à época, como distrito de Paracuru.

Em suas manifestações de apoio eclesial, tem como precedente a construção da primitiva capela, cujo orago dedicou-se à Santa Rita de Cássia. As obras de construção dessa capela, constam como tendo sido realizadas entre os anos de 1965 e 1969, porém, em terreno sujeito a constantes inundações, o que ocasionaria a sua transferência para local mais adequado.

A Paróquia, subordinada ao Bispado de Itapipoca, tem como data inaugural 13 de maio de 1979, sendo seus principais responsáveis, além do padre José Olavo Rodrigues, os colaboradores beneméritos Francisco Batista de Azevedo e Afonso Barroso Cordeiro.

As características do solo, relevo, clima e disponibilidade de recursos hídricos contribuíram para instalação, no ano de 1975, em caráter experimental, do primeiro setor no Perímetro Irrigado Curu-Paraipaba, o D-1, com a alocação de treze rurícolas para o cultivo de coco-anão, graviola, cana-de-açúcar, acerola e mamão.

A busca por melhores tempos, associada às bençãos de Deus, resultou no sucesso do Projeto de Irrigação, trazendo logo em seguida novos setores e prosperidade à terra. O setor D-2, em virtude da privilegiada localização às margens da Rodovia Estruturante, tornou-se o mais conhecido, sendo típicas dali as barracas que vendem produtos regionais, oriundos do próprio cultivo no perímetro irrigado.

No dia 5 de fevereiro de 1985 foi criado e instalado, pela Lei nº 11.009, o município de Paraipaba, desmembrado do município de Paracuru.

Seu principal distrito é a localidade praiana de Lagoinha, de fama internacional e inigualável beleza, que atrai turistas de diversas partes do mundo, possuindo bem-estruturada rede hoteleira e uma ótima via de acesso.

Heraldo Medeiros


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Entrada Norte de Paraipaba
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