Nasci em 5 de dezembro de 1980, na capital baiana, Salvador, mas a todos digo que sou cearense, da região do Cariri, onde me criei e se encontram minhas raízes familiares. Comecei a escrever poesias muito cedo: versos alexandrinos, livres e até poesias concretas. O cordel sempre esteve presente em minha vida, devido aos grandes cordelistas que existem no Ceará, mas nunca tinha ousado tentar alguns versos, até o ano de 2006. Inspirado em Patativa do Assaré, comecei minha aventura pelo mundo da Literatura de Cordel, e não mais parei. A idéia do sertão, com seus vaqueiros, o sofrimento do povo humilde, o gado, as festas de apartação, engenhos, etc, sempre estão em minhas poesias, apesar de também escrever sobre ambientes citadinos. Em 2007 fui agraciado em primeiro lugar com o cordel, A VIDA-MORTE-VIDA DO VELHO VAQUEIRO, publicado pela Editora Canoa, de Recife/PE. Nunca me saiu da cabeça a idéia de escrever uma peleja entre um vaqueiro e a chamada “Dona Morte”, mas sempre achei que não conseguiria. Quando do Festival, na véspera do encerramento das inscrições, sentei-me e escrevi o folheto “numa tirada só”, não respirei, perdi o fôlego, mas consegui. Foi uma brincadeira e um teste, que acabou agradando os jurados e demais participantes do Festival. A VIDA-MORTE-VIDA DO VELHO VAQUEIRO trata do desamparo do povo do nordeste brasileiro, pessoas sofridas, que estão à margem da provisão política de nosso país. Trata-se de uma peleja, entre um vaqueiro e a Morte, que veio pra lhe buscar, narrando uma conversa/duelo “cheia de nuances, sem precisar advertir o leitor para as mudanças de assuntos, além disso, brincou com as palavras, explorou o bucólico/telúrico, criou uma lenda e contou uma realidade”, como disse o Mestre Cordelista Daudeth Bandeira, na apresentação de meu folheto. A idéia se completou, mas ainda continuarei a trilhar a história desse meu bravo povo, começando pelo derradeiro ato, seguindo pelas brenhas sertanejas e alcançando essa Ode ao Povo Nordestino que, Deus queira, tenha o final feliz que sempre mereceu.
Não há dúvida que a base emocional que me sustenta é o amor que sinto pela minha família (Cícero Rui – painho, Maria do Socorro – mainha, Gabrielle e Gyselle – irmãs). As conversas de infância, as brincadeiras no chão no Sítio Canabrava, de meus avós - de um lado, um cercado e um curral, do outro a Serra da Mãozinha, além da bela Chapada do Araripe; minhas andanças em cima d’um cavalo, correndo pro meio do mato, indo de Missão Velha a Missão Nova, por cima do “Tabuleiro”, pra visitar o Engenho de Vovô Joaca (Joaca Rolim, meu bisavô, o Poeta, Profeta e Político – os três “pês”, como era conhecido), sentir o doce cheiro da rapadura e o gostinho bom do alfininho; a Fazenda Baraúna, de meu avô, por onde brinquei e corri e me aventurei pelo açude e pela imensidão daquele lugar; jogar peão, caçar de “baladeira”, tudo isso vira cenário em meus versos – uma infância muito boa, muito criativa e que devo só à minha família, minha amada família.

Obras Publicadas
- Peleja Sem Verbos entre o Mestre Daudeth Bandeira e João Rolim.
- Saudades Todo Dia (Peleja de João Rolim e Marcos Filho em Martelo Agalopado).
- A VIDA-MORTE-VIDA DO VELHO VAQUEIRO.
- Não Apenas Ser Simples Na Essência.
- Todas Simples Naturezas.
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