Itaitinga
Itaitinga: Palavra de origem indígena, proveniente de ITA (pedra) + Y (rio) + TINGA (branco), significado “rio das pedras brancas”.
Na década de 1930 foram chegando a Itaitinga as primeiras famílias que habitaram nossas terras. Estas famílias eram os Cavalcante, Honório, Camarão, França e Pinheiro. Logo habitaram o que na época se chamava Vila Gereraú.
A ocupação foi desordenada, resultando ainda hoje numa cidade sem grandes avenidas, mas com ruas tortuosas e estreitas, pequenos becos. A primeira entrada para a vila a ser aberta foi onde hoje está a Av. Cel. Virgílio Távora. Era uma via estreita que não permitia a passagem de veículos.
O então DNER – Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, tinha em Itaitinga uma Residência, com uma pedreira, próxima a atual Estrela Britagem. Esta Residência do DNER era chefiada pelo Dr. Afonso Albuquerque Pequeno, que providenciou o alargamento da via que mais tarde se transformou em Av. Cel. Virgílio Távora. Depois ele viria a abrir também outra avenida, a que veio a se chamar Lídia Alves Cavalcante e que ligava a BR-116 até a Residência do DNER, para permitir o escoamento das pedras extraídas da pedreira do DNER.
Existiam, na década de 30, poucas casas, distantes umas das outras, construídas com tijolos ou taipas, algumas tendo como cobertura as palhas de coqueiro.
transporte coletivo existente e que funcionava duas vezes por semana, servindo ao transporte das pessoas, era o “misto”, um caminhão adaptado, com uma grande cabine para o transporte de pessoas e carroceria para o transporte de carga, mas que acabava levando também pessoas. Este único veículo funcionava às segundas e sextas-feiras, e era propriedade da família Camarão. Muita gente usava como meio de transporte o cavalo, jumento, carroças e charretes, ou locomovia-se a pé. A energia elétrica era de um gerador doado pelo DNER, e que foi instalado com a ajuda da família Honório. Este motor funcionava da hora que escurecia até aproximadamente 22:00 horas, quando era desligado até o dia seguinte.
A
água era outro tormento para a população. Só existia em um pequeno olho d´água ou em Pacatuba, no Açude Piripau, onde muitas mulheres aproveitavam suas viagens e levavam roupas para lavar. No final da década de 30, o DNER cavou alguns poços profundos, amenizando parte do problema.
O mercado de trabalho era insignificante. Havia a agricultura de subsistência, a extração de pedras e o artesanato. O excedente da agricultura de subsistência era negociado entre vizinhos. Na extração de pedra trabalhava toda a família, homens, mulheres e até crianças, situação que perdurou até muito pouco tempo, com o município já emancipado. No artesanato destacava-se o trabalho das mulheres, com rendas, bordados e artefatos de palha. O primeiro comércio que surgiu era propriedade da família Honório, logo seguido de muitos outros.
A única escola existente era o Grupo Escolar, localizado onde hoje está o Galpão dos Feirantes, atrás do Mercado Central de Abastecimento. Sua professora e diretora era a D. Laura da Costa Lima. Atualmente há uma escola municipal com o seu nome, localizada no Parque Santo Antônio. Depois surgiu a Escola da Cooperativa dos Rodoviários, conveniada com o DNER, mas lá só podiam estudar os filhos dos funcionários.
Não havia postos de saúde ou hospitais. O único médico, Dr. Bruno, fazia partos e medicava com remédios homeopáticos, muitos à base de ervas medicinais facilmente encontradas na localidade.
A família Cavalcante doou o terreno para a construção da primeira igreja, localizada onde se ergue hoje a igreja matriz. A energia elétrica veio por esforço conjunto da mesma família com a Prefeitura de Pacatuba, a qual a vila estava politicamente vinculada. O cemitério foi construído em terreno doado pela família de Antônio Miguel.
Itaitinga foi desmembrada de Pacatuba e sua emancipação política ocorreu em 27/03/1992, através da Lei de Criação n.° 3338/92.
Seu primeiro prefeito, Sebastião Cavalcante, foi empossado em 1° de janeiro de 1993, sendo seu mandato até 31 de dezembro de 1996.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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