Menu

Página Inicial
Casa da Tia Nubinha
Amigos do IPM
História do IPM
Campanhas
Visão/Missão
Obras Literárias
Enquetes
Parceiros
Entrevistas
Projetos
Cidades do Ceará
Doações
Notícias Antigas
Cadastre-se
Fale Conosco
Trabalhe Conosco

Biografia Elita Maria Bezerra de Andrade Medeiros

Elita Maria Bezerra de Andrade Medeiros

Filha de ANTONIO ERNESTO DE ANDRADE e MARIA DE LOURDES BEZERRA DE ANDRADE, tendo como mãe adotiva MARIA JÚLIA DE ANDRADE.

Seu pai nasceu em Santa Quitéria, filho de agropecuarista e latifundiário. Estudou em Fortaleza onde contraiu núpcias com sua prima Maria de Lourdes Bezerra de Andrade, mãe da biografada. Mesmo destacado no comércio de exportação em Fortaleza, optou por residir em Santa Quitéria sendo prefeito de 1920 a 1927.

Sua mãe, pertencia ao grande Clã FONSECA LOBO. Nasceu em Santa Quitéria, residia em Fortaleza onde foi educada e se casou com seu primo Antonio Ernesto de Andrade, pai da biografada. Foi a segunda quiteriense, na época, a adquirir o titulo de professora diplomada, pela Escola Normal Justiniano de Serpa, sendo a primeira quiteriense professora, sua própria mãe, QUITÉRIA GERACINA, avó da biografada.

No livro de Dra. Elita publicado em 2003, “Minha Terra Minha Gente, em Pedaços de Minha Vida” quando se refere ao seu nascimento, escreve assim: “Foi numa manhã ensolarada de sábado, 07 de janeiro de 1928, exatamente às 10h, que eu cheguei. A parteira que assistiu com minha mãe foi Dona Clara Maria da Conceição, esposa do Sr. Vicente de Barros, senhora educada e muito sensata que pertencia à comunidade do Calabaço, fazenda da Vovó Candinha.
Nasci na residência de meus pais, em Santa Quitéria à rua João Pinto de Mesquita nº 517, na mesma casa onde foram celebrados meus casamentos religioso e civil a 12 de maio de 1960.”
“Cheguei numa vila simples do sertão cearense, iluminada por lampiões de acetileno, sistema de iluminação instalado por meu pai, em seu governo.”
“Dos seis últimos filhos de meus pais, nascidos em Santa Quitéria, fui a única que não nasci filha de prefeito governante, pois a eleição de meu pai para prefeito nos anos de 1928 a 1931 foi rasgada em praça pública.”

O ano de 1928 foi marcado pelo desaparecimento inesperado de sua mãe, vítima de uma Septicemia. Isso aconteceu quando a pequena órfã tinha apenas dez meses de idade e conforme reza o livro foi constituída uma nova família – a família de Dona Maria Júlia de Andrade, sua tia paterna, com seus 8 (oito) sobrinhos órfãos que os adotou como se fossem seus próprios filhos. Para isso, contou com o consentimento e a confiança de seu irmão Antonio Ernesto de Andrade, o pai das crianças, e o apoio total de sua mãe Dona Cândida Lobo de Andrade, sua avó.

Sua primeira infância passada em Santa Quitéria foi cheia de muitas motivações: passeios à fazenda Calabaço, onde deu seus primeiros passos; freqüência à Escola e à Igreja, onde tinha oportunidade de encontrar outras crianças. Em sua residência – o casarão dos LOBO DE ANDRADE, com dependências amplas, arejadas, havia variedades de brinquedos e jogos sempre sob orientação de sua tia-mãe Maria Júlia, a pedagoga e artista que marcou época nos Anais de Santa Quitéria e ainda hoje, no século XXI, ocupa espaço como educadora e artista de renome na história do município.

Uma das características importantes na vida infantil de Dra. Elita foi a necessidade que sentia de relacionar-se com todas as crianças da vila, onde se sentia mais livre, já que em família os passeios eram sempre programados e limitados. No catecismo da Igreja, na Cruzadinha, nas Escolas Reunidas onde estudava encontrou tudo que desejava.

Engajou-se cedo no movimento do Grupo Cênico que existia na cidade. Fazia parte de vários eventos festivos tais como: dramas, comédias, duetos, bailados e, quer no palco da escola, quer no palco da igreja, sempre estava presente declamando, cantando ou tomando parte nas peças apresentadas.

Em família entendia-se bem com seus irmãos: JOSÉ LUIZ, ERNESTO, WAGNER, RUBENS, NÚBIA, ABNER e ENEIDA.

Os familiares – sua avó Candinha, por quem tinha uma verdadeira veneração; seus tios paternos: Dr. Dejaniro e Nadir tinham uma idéia fixa - cooperarem na educação, proteger e fazer tudo para que a nova família se sentisse em casa.

Elita gostava de adquirir conhecimentos e em sua casa havia uma biblioteca, com revistas e jornais atualizados. No esporte, dedicou-se a pular corda bamba e batia recorde quando atingia os 200 saltos ininterruptos. Gostava de corridas na escola, jogar gamão, decifrar e fazer charadas novíssimas, rabiscar dados biográficos e mais do que tudo, de estudar.

Adolescência tranqüila e muita familiaridade com a segunda família de seu pai e seus novos irmãos: VILANI, ARINDA, AGENOR, VANDA e VALDER.

Fez o artigo 91 (Licença Ginasial) no Liceu do Ceará, em Fortaleza, em fevereiro de 1948 e terminou o curso normal em 08 de dezembro de 1950, no Colégio da Imaculada Conceição, também em Fortaleza, onde comemorou festivamente o Jubileu de Ouro em 2000. Em 1951 terminou o curso científico no mesmo Colégio da Imaculada Conceição.

Em Fortaleza, distante de seus familiares, fixou residência durante oito anos na casa de hóspedes do Patronato Nossa Senhora Auxiliadora. Passou a conviver então com muitas jovens de sua faixa etária, estudantes de cursos secundários de quase todos os colégios da capital cearense; alunas do curso superior de Medicina, Direito, Odontologia, Farmácia, etc.; algumas senhoras funcionárias de repartições públicas, com quem fez amizades sólidas. Foi um bom treino no campo de aprendizagem do ser humano e sua personalidade.

Realizações com o estudo de músicas, de língua portuguesa e alemão e passeios freqüentes à casa dos primos Dr. JOÃO OTÁVIO LOBO e família, Dr. VALTER BEZERRA DE MENEZES, VALDEMAR BEZERRA DE MENEZES e AÍDA BEZERRA MARTINS. Convidada por sua prima CELINA PORTUGAL passou uma temporada na casa de seus pais FRANCISCA BEZERRA CASTELO BRANCO PORTUGAL e JOSÉ AUGUSTO TORRES PORTUGAL, ele português, ambos cristãos.

Em 27 de fevereiro de 1953, exatamente às quatro horas da manhã, no pátio da Faculdade de Medicina do Ceará, na Praça José de Alencar, ouviu seu nome proferido em voz alta, da janela do 1º andar, dentre os aprovados do vestibular. Experimentou, então, uma das maiores emoções de sua vida – a realização de um sonho – o objetivo de sua vinda para Fortaleza.

Junto as colegas de faculdade: GLÍCIA BORGES LEITE, GLAURA FÉRRER DE HOLANDA, BERENICE DE SOUSA CARNEIRO e MARIA JOSÉ MENDES PESSOA, fazia grupo forte de estudo, razão porque estavam sempre juntas, tanto na área estudantil como na área social, principalmente no Teatro José de Alencar, onde frequentemente assistiam aos concertos e festivais de arte. Foi a primeira mulher a terminar o curso superior em Santa Quitéria, colando grau em Medicina.

Após sua formatura fez residência médica em Recife, no Pavilhão Gildo Neto, no Hospital Correia de Picanço, em 1959.

Ao terminar o curso médico, regressando de Recife, foi convidada por Dr. VANDICK PONTE e Dr. JOSÉ MARIA DO NASCIMENTO para trabalhar em suas clínicas psiquiátricas, optando pela clínica de instalações novas do Dr. Vandick Ponte.

Com os cursos de Psicotestes e Psiquiatria Infantil mantinha na clínica um departamento especial para este fim. Por outro lado, auxiliava diretamente ao Dr. Vandick Ponte em Psicoterapia com grupo de senhoras. Trabalhava, também, na Casa de Saúde São Gerardo.

Foi a primeira médica formada pela Faculdade de Medicina do Ceará que fez Psiquiatria em Fortaleza e a primeira mulher a fazer Psiquiatria Infantil no Ceará.

Em janeiro de 1960 foi definitivamente para Santa Quitéria.

Foi a partir de então que Santa Quitéria teve nova página na história da saúde do município.

Os médicos filhos da terra geralmente prestavam assistência médica com certa assiduidade aos conterrâneos, porém residiam em outras cidades.

Nas décadas de 50 e 60 era Dr. AFONSO VALTER MAGALHÃES PINTO que prestava esse serviço, considerado um mito e que recebeu o casal de esculápios de braços abertos e os prestigiavam sempre.

Dra. Elita, ao lado de seu marido, estruturaram, programaram e acionaram a saúde de tal maneira que em pouco tempo os “chamados em domicílio”, que era a única forma de atendimento, foram substituídos por atendimentos no posto de saúde – por eles instalado junto à Secretaria de Saúde -, ou por internamento no Hospital e Maternidade Arsênia Augusta Magalhães, fundado pelo casal, contando com o apoio do então Deputado Haroldo Martins. No fim da década de 60 não se fazia mais necessário o deslocamento do casal para atendimento aos pacientes distantes da cidade, que o faziam empreendendo viagens em JEEP, em estradas carroçais, enfrentando chuvas, passagens difíceis por dentro de grotilhões ou poeira e sol causticante do sertão cearense na época do verão, onde eles próprios carregavam todo material necessário, medicamentos e um enfermeiro acompanhando. A cidade vibrava com esse progresso sanitário e só depois da década de 70 chegou um outro colega, o Dr. ENIO MESQUITA, que se incorporou ao casal no serviço de saúde daquele município.

Em 1970, o Hospital Maternidade contou com a instalação de um centro cirúrgico.

Dra. Elita e seu esposo sempre fizeram do Hospital um prolongamento de sua vida em família.

Certa vez, depois do curso de pós-graduação em São Paulo, Dr. Medeiros e Dra. Elita tentaram voltar para Fortaleza. Em pouco tempo seu esposo chegou a conclusão de que na capital tinham poucas chances de exercer a medicina do dia-a-dia, em virtude das promoções que vinham recebendo da parte burocrática que os levavam a subir de bureau para bureais. Retornaram, então, para Santa Quitéria, onde até hoje residem.

Foi Médica por várias vezes da Prefeitura Municipal de Santa Quitéria; Médica da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, inicialmente contratada e, a posteriori, concursada, o que lhe garantiu sua efetivação; Médica da LBA e Médica contratada por quase 10 anos para prestar exame médico-escolar no Colégio São Zacarias, em Senador Catunda, na Escola de Hidrolândia, Escola de 1º Grau Júlia Catunda, Colégio da CENEC Fonseca Lobo, Colégio João Parente e Instituto Maria Júlia Andrade.

O trabalho de Dra. Elita em Santa Quitéria não se limitou apenas à área da saúde. Atingiu maiores dimensões: o binômio EDUCAÇÃO e SAÚDE que sempre fascinou a biografada, explodiu de maneira insustentável no pensar, no programar e no realizar - elementos tão fortes no palmilhar de sua vida.

Fundou a Sociedade Particular de Assistência à Educação em 1967 e, logo depois, o Instituto Maria Júlia Andrade, em 18 de abril de 1967.

O Instituto Maria Júlia Andrade foi fundado para atender às necessidades educacionais de seus quatro filhos: HERALDO JOSÉ, FERNANDA MARIA, IOLANDA MARIA e CLÁUDIA NADIR.

Nasceu, cresceu e ocupou espaço no meio educacional. Conceituou-se rápido e foi autorizado e reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação para funcionar o 1º e 2º graus com duas opções.

O aparecimento e a vivência do Instituto Maria Júlia Andrade trouxe para Santa Quitéria não apenas um estabelecimento de ensino funcionando dentro das regras do que havia de melhor no ensino do Ceará, com um corpo docente competente e esforçado, mas trouxe ainda para a sociedade local a resposta do que vale um colégio bem organizado fundamentado no respeito e amizade entre corpo docente e discente, bem como toda comunidade.

Embora seus filhos estudassem em Fortaleza, o Instituto Maria Júlia Andrade ainda permaneceu sob sua responsabilidade por algum tempo.

Trabalhando no Hospital da Fundação José Furtado Leite, Dra. Elita mantinha bom relacionamento com a mesma, tanto que reverteu o patrimônio do Instituto Maria Júlia Andrade para a Fundação José Furtado Leite, entidade filantrópica, em troca do que pediu: a manutenção do colégio em boas condições.

Às vésperas de completar bodas de prata de seu funcionamento, Dra. Elita assistiu com tristeza a Fundação José Furtado Leite cerrar as portas do Instituto Maria Júlia Andrade.

Na área social foi forte cooperadora de seu marido na Fundação do Clube Recreativo Quiteriense, Fundação dos Bandeirantes e do Lyons Club de Santa Quitéria, bem como em todas as campanhas em prol do progresso do município.

Foi agraciada com o título de personalidade Rotariana em 21 de dezembro de 1985.

Sempre atuante em sua profissão, participou de importantes congressos, tanto no Brasil, como no exterior, dando destaque ao Congresso da Associação Mundial de Medicina, em Tóquio – Japão, o que lhe deu oportunidade junto ao seu marido de conhecerem o Extremo Oriente e diversos outros países da América. Como turista, conheceu quase todas as capitais do Brasil.

De muita vivência cristã, doou um terreno para construir a Praça Cândida Lobo de Andrade, no Planalto da Piracicaba, onde foi erguida a capela de Nossa Senhora de Fátima, em cumprimento de uma promessa feita.

No cemitério da cidade doou com seu marido um terreno para construção de uma Igreja, espaço para um velório e uma praça. Junto com seus irmãos doaram um terreno para o acréscimo do Cemitério São Benedito e, também, a Praça Capitão Ernesto Justiniano de Andrade, no bairro da Piracicaba, e um chafariz público próximo ao rio Jacurutu. Fez a doação de um terreno para a construção do Centro de Saúde Dr. João Otávio Lobo, cujo nome foi apresentado pelo casal Dr. Medeiros e Dra. Elita em homenagem ao ilustre primo, colega e amigo; e de um terreno para o Instituto Maria Júlia Andrade.

Ministrou muitos cursos, palestras e conferências tanto relacionados à saúde como educação.

Fundou em 1992, com um grupo de amigos capacitados e apoiada pelo seu marido, a ACADEMIA QUITERIENSE DE CULTURA E ARTES, da qual é presidente desde sua criação, assim como organizadora de todos os eventos relacionados a ela.

Vale a pena citar que atualmente Dra. Elita está soerguendo a Academia, que funcionará nas dependências de uma entidade filantrópica, o “Instituto Pró-Memória - Casa da Tia Nubinha”, em Santa Quitéria, que disponibilizou o Salão Nobre para reuniões, prestigiando a cultura do município.

Desde cedo se dedicou a escrever dados biográficos, fazer crônicas, poemas e durante o período em que freqüentou as Escolas Reunidas de Santa Quitéria, engajou-se na organização e publicações do jornalzinho “O Sertanejo”, sob a orientação da professora Maria Júlia Andrade, sua tia-mãe. O jornalzinho “O Sertanejo” foi o pioneiro e embora interessasse de perto aos professores e alunas, chegou à cidade e ainda hoje é apontado como reminiscência. Dra. Elita guarda como relíquia, um exemplar que lhe foi remetido por uma ex-colega, Malva Magalhães Catunda, sendo manuscrito com letras góticas, trazendo, inclusive, no exemplar, uma homenagem prestada à garota Elita pela Profa. Maria Kadim, em charadas noviças, cujas decifrações apresentam o acróstico “Elita Andrade”.

O interesse da biografada não parou aí.

Na época em que residia na Casa de Hóspede do Patronato fez aparecer “O Relâmpago”, em parceria com algumas colegas. “O Relâmpago” era um órgão revolucionário para os grandes momentos, de duração rápida por espaço de mais ou menos um ano, sendo um documento de ocorrência que deixou saudades.

Em 04 de julho de 2003, foi o lançamento solene do livro “Minha Terra, Minha Gente em Pedaços de Minha Vida”, no auditório Monsenhor Ximenes em Santa Quitéria, com uma festa, ocasião em que a Autora teve a oportunidade de homenagear amigas de infância das Escolas Reunidas e funcionários que trabalharam em sua Clínica, Hospital que dirigiu e Centro de Saúde, ao mesmo tempo em que recebeu cumprimentos das autoridades, amigos e familiares

Uma das homenagens significativas que Dra. Elita recebeu, com alegria e paz, foi a que lhe prestou a Academia Cearense de Medicina, no dia 23 de novembro de 2003, tendo sido sua indicação feita pelo acadêmico Dr. José Vieira de Magalhães, quando aquela a empossou com o Título de Membro Honorário daquele Sodalício, com uma festa, onde se encontravam reunidos o mais alto escalão da medicina. Vale destacar que Dra. Elita foi a primeira mulher médica a receber tão honroso título no Ceará. Um fato que emocionou muito a biografada, àquela ocasião, foi a presença do também homenageado, o Dr. Walter Cantídio, seu professor e amigo.

Em 07 de julho de 2004, atendendo a solicitação da Academia Cearense de Medicina proferiu palestra naquele sodalício sobre o tema: “Uma Psiquiatra Interiorana no Século XX”.

Em 27 de agosto de 2006, por ocasião do Sesquicentenário do Município, Dra. Elita, em solenidade púbica, fez entrega ao Senhor Prefeito de Santa Quitéria, Dr. Tomás Antonio de Albuquerque de Paula Pessoa, de um poema histórico “Aprendi a Gostar de Ti Minha Terra”, publicado em seu livro, como presente de aniversário ao Município. Durante os festejos de comemoração, Dra. Elita, além de ter concorrido emprestando grande parte do seu acervo familiar para o Museu, foi também agraciada com a Medalha de Ouro Senador Pompeu, que lhe foi entregue em sessão solene pelo Prefeito Municipal.

Determinada, disposta sempre a caminhar sem temer os tropeços pelos quais passou e ainda passa. Mesmo aposentada, atende aos pobres em sua clínica particular, e sua meta é exercer a profissão até suas condições físicas permitirem.

Tem secretária particular que lê para que ela se atualize nos assuntos de uma maneira geral. Gosta de Literatura Médica, sem esquecer a Literatura Brasileira e Portuguesa. Em sua residência, mantém além de uma pequena discoteca, uma míni-biblioteca, uma mostragem de pinacoteca e, ainda sonha em abrir um museu da família, em sua Fazenda Calabaço.

Prefere ouvir clássicos ou românticos sem esquecer a MPB; dentre eles: Chopin, Strauss, Mozart, Beethoven e Vivaldi.

Em sua residência, nunca falta em seu quintal, além do lazer, árvores frutíferas e farmácia viva. Em seu jardim, um recanto especial para roseiras e jasmins, suas preferidas.

Dra. Elita tem quatro filhos, doze Netos e nove irmãos.

Mantém um bom ciclo de amizades tanto em Santa Quitéria como em outras cidades, principalmente, em Fortaleza.

Frequentemente é solicitada para dar entrevistas na Rádio Itataia AM, em Santa Quitéria, sobre temas variados relacionados à medicina e em ocasiões de datas comemorativas do Município.

É importante saber que colou grau em 1958, já com uma retinopatia que lhe tirou a acuidade para leitura no fim do 5º ano de Faculdade.

Empreendeu luta forte com alguns professores que não queriam aceitá-las como médica e conseguiu vencer a batalha usando armas e recursos que dispunha para esse fim.

Sua visão foi caindo gradativamente até chegar ao fim.

Esquece que não enxerga, vive a vida em toda a sua plenitude e quase toda sua biografia foi pautada à meia ou sem luz.

Obras Publicadas
- Minha Terra, Minha Gente - Em Pedaços de Minha Vida

Publicidade

Minha Terra Minha Gente

Mistura Paulista

Farmácias Parente